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Webinar discute sobre espécies exóticas invasoras

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Seguindo na temática “Espécies exóticas invasoras: o que eu tenho a ver com isso?”, a Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema) realizou um webinar na manhã desta quinta-feira (30/7), dentro da programação que comemora os 21 anos de instituição da pasta. O evento propôs a troca de ideias e de informações entre especialistas na área e o público.

Na ocasião, foi lançado o vídeo do programa Invasoras RS, que pode ser conferido aqui. De acordo com o analista da Sema e coordenador do programa, Dennis Patrocínio, essa é mais uma ferramenta para orientar e informar a população sobre essas espécies que são introduzidas em um novo ambiente, resultando em uma invasão biológica. Esse processo acaba colocando em risco espécies nativas e, muitas vezes, a saúde humana e a economia.

Exemplos de espécies exóticas invasoras no Estado são o javali, que resulta em prejuízos principalmente na agropecuária, a uva-do-japão, árvore nativa do Japão que invade vastas áreas de florestas estacionais, e a rã-touro, nativa da América do Norte, que ameaça anfíbios, peixes e pequenos animais.

Segundo o secretário Artur Lemos Júnior, aproximar cada vez mais o conhecimento técnico do cotidiano da população amplia a possibilidade de preservação dos ecossistemas. “Este fórum de debates agregará novas iniciativas ao que já vem sendo realizado. Quando apostamos em um trabalho integrado como este, convidando colegas de outros estados, o meio ambiente como um todo sai ganhando”, disse.

Uma das convidadas, a doutora em Ecologia e analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Tatiani Chapla, destacou as metas específicas que o Brasil tem firmado para minimizar a propagação de espécies exóticas invasoras em cada Estado e conscientizar a população sobre a importância do controle. Segundo Tatiane, as ações visam implementar medidas para evitar a introdução e reduzir o impacto das invasoras e identificar todas as espécies invasoras e seus vetores ainda em 2020, assim como medidas de controle.

Nesse sentido, o Rio Grande do Sul tem atuado em frentes para conscientizar a população. Entre as iniciativas está a criação do aplicativo Invasoras RS, disponível para Android. Patrocínio explica que essa é uma das ferramentas de trabalho conjunto com a sociedade, em que a população pode identificar os animais e plantas invasoras, auxiliando o trabalho do órgão regulador.

A coordenadora do Laboratório de Ecologia de Invasões Biológicas, Manejo e Conservação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Michele Dechoum, destacou os principais desafios no mundo e no país para esse enfrentamento. “É preciso estabelecermos políticas públicas eficientes, pois a falta de continuidade dos programas nos governos podem prejudicar toda pesquisa já realizada. A melhor medida de manejo é a prevenção e, por isso, orientar as pessoas é um caminho primordial para evitarmos impactos no meio ambiente”, afirmou.

Ao final das apresentações, os convidados puderam responder a perguntas que foram encaminhadas por quem acompanhava a transmissão. Todo evento está disponível na página da Sema no Facebook e pode ser acessado aqui.

Texto: Bárbara Corrêa/Ascom Sema
Edição: Secom



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